Há um tempo atrás, havia muito dificuldade, não que isso tenha deixado de existir, mas o número de pessoas que passavam fome era maior, pessoas que não tinham nenhum acesso a saúde, que viviam menos tempo dentro das escolas e mais tempo trabalhando, era um cenário triste, e desconsolador, que ainda existe.
Mas algumas dessas pessoas do passado, que lutaram, batalharam, cresceram, conquistaram uma situação financeira melhor decidiram que é obrigação delas não deixar nada faltar para os seus filhos. Investem em colégio particular, cursinhos pré-vestibulares, necessidades básicas e vão além em direção a uma enxurrada de vontades, caprichos, aparatos tecnológicos modernos, luxo, muito luxo, tudo para garantir que seus filhos sejam "felizes".
Mas assim também adoece a sociedade. Não que o cenário anterior era melhor, mas lutar para conquistar algo dignamente sempre fez bem para o caráter. Não que não existia pessoas de má índole capaz de fazer loucuras para conquistar alguma coisa na vida, isso existia, isso existe. Mas quando uma coisa melhora, outra piora, infelizmente vivemos assim.
Por que estou escrevendo tudo isso?! Bem, esse, eu diria, é o efeito que os textos da Eliane Brum, jornalista e colunista da revista eletrônica da época, tem sobre mim. Esse efeito de pensar, não faz muito tempo, eu já havia discutido sobre esse aspecto há um tempo atrás com a minha Vó, de como as coisas mudaram, das vantagens que isso trouxe e das perdas que também vieram, minha Vó porque nada melhor que ela, uma pessoa experiente que passou por muita necessidade para fortalecer esse conceito.
Dizem sempre que a vida é uma via de mão dupla, e o Menino Maluquinho, personagem do Ziraldo diz..."Todo lado tem seu lado", então quantos lados tem? Nas aulas de Jornalismo Político, tivemos contato com assuntos que incomodam, com muita injustiça que ainda existe, pior que isso, os efeitos que o consumismo gera na sociedade e como somos enganados constantemente, e aceitamos, e aplaudimos.
Existem muitos problemas na nossa sociedade, mas sempre existiram problemas e o que a gente aprende é que a forma como lidamos com os problemas, com o sofrimento, com a dificuldade é que faz de nós seres "melhores", não seres perfeitos, mas seres capazes de uma solidariedade com quem também sofre, talvez seja por isso que passamos por determinada situações, para ser capaz de ajudar aqueles que também passam e passarão por isso. Talvez por isso existam pessoas que aparentemente sofram mais que outros.
É um leque muito grande, ou uma cebola cheia de camadas. Eliane Brum em seu ultimo texto postado nessa segunda-feira, dia 11 de julho de 2011, apenas desmistifica a ideia de que é possível viver uma vida "perfeita" sem nenhuma dor, sem sofrimento, sem medo, sem dúvidas, como alguns pais almejam garantir aos seus filhos. Com muita frequência olhamos o mundo e vemos a extremidade que existe, sempre de 8 a 80, dificilmente o equilíbrio, e talvez esse seja o maior problema. Tudo que é demais faz mal... tudo que é em medida exagerada, estraga. E se as pessoas não tiverem consciência disso, elas adoecerão cada vez mais.
Link do texto de Eliane:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00-MEU+FILHO+VOCE+NAO+MERECE+NADA.html
Mas algumas dessas pessoas do passado, que lutaram, batalharam, cresceram, conquistaram uma situação financeira melhor decidiram que é obrigação delas não deixar nada faltar para os seus filhos. Investem em colégio particular, cursinhos pré-vestibulares, necessidades básicas e vão além em direção a uma enxurrada de vontades, caprichos, aparatos tecnológicos modernos, luxo, muito luxo, tudo para garantir que seus filhos sejam "felizes".
Mas assim também adoece a sociedade. Não que o cenário anterior era melhor, mas lutar para conquistar algo dignamente sempre fez bem para o caráter. Não que não existia pessoas de má índole capaz de fazer loucuras para conquistar alguma coisa na vida, isso existia, isso existe. Mas quando uma coisa melhora, outra piora, infelizmente vivemos assim.
Por que estou escrevendo tudo isso?! Bem, esse, eu diria, é o efeito que os textos da Eliane Brum, jornalista e colunista da revista eletrônica da época, tem sobre mim. Esse efeito de pensar, não faz muito tempo, eu já havia discutido sobre esse aspecto há um tempo atrás com a minha Vó, de como as coisas mudaram, das vantagens que isso trouxe e das perdas que também vieram, minha Vó porque nada melhor que ela, uma pessoa experiente que passou por muita necessidade para fortalecer esse conceito.
Dizem sempre que a vida é uma via de mão dupla, e o Menino Maluquinho, personagem do Ziraldo diz..."Todo lado tem seu lado", então quantos lados tem? Nas aulas de Jornalismo Político, tivemos contato com assuntos que incomodam, com muita injustiça que ainda existe, pior que isso, os efeitos que o consumismo gera na sociedade e como somos enganados constantemente, e aceitamos, e aplaudimos.
Existem muitos problemas na nossa sociedade, mas sempre existiram problemas e o que a gente aprende é que a forma como lidamos com os problemas, com o sofrimento, com a dificuldade é que faz de nós seres "melhores", não seres perfeitos, mas seres capazes de uma solidariedade com quem também sofre, talvez seja por isso que passamos por determinada situações, para ser capaz de ajudar aqueles que também passam e passarão por isso. Talvez por isso existam pessoas que aparentemente sofram mais que outros.
É um leque muito grande, ou uma cebola cheia de camadas. Eliane Brum em seu ultimo texto postado nessa segunda-feira, dia 11 de julho de 2011, apenas desmistifica a ideia de que é possível viver uma vida "perfeita" sem nenhuma dor, sem sofrimento, sem medo, sem dúvidas, como alguns pais almejam garantir aos seus filhos. Com muita frequência olhamos o mundo e vemos a extremidade que existe, sempre de 8 a 80, dificilmente o equilíbrio, e talvez esse seja o maior problema. Tudo que é demais faz mal... tudo que é em medida exagerada, estraga. E se as pessoas não tiverem consciência disso, elas adoecerão cada vez mais.
Link do texto de Eliane:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00-MEU+FILHO+VOCE+NAO+MERECE+NADA.html