domingo, 10 de janeiro de 2010

O estudo do HOMEM

Eu ando um pouco injuriada, incomodada, inconformada. PALAVRAS que me permitem refletir sobre alguns pontos de nossas vidas.


Existem muitas formas de estudar o homem, sua cultura, seu modo de vida, seus costumes e religião. A Antropologia é o estudo do homem, a Filosofia é o estudo do SABER, a Sociologia estuda a sociedade e a Psicologia é estudo da mente, da alma. Todos esses estudos são ligados ao mesmo objeto, o HOMEM.


E quem estuda essas teorias? O homem... O homem está sempre procurando entender sobre sua própria raça. O homem é egocêntrico e desde o realismo tem indícios de que o homem se vê como a roda que rege o mundo, não que antes não existisse, mas na idade média, por exemplo, segundo a história, é apresentada como uma época teôcentrica, onde a razão de tudo era um Deus, uma força superior. Não que os homens não acreditem mais nessa teoria, mas Acreditar é fácil, segundo um dos maiores livros do mundo,a Biblía, que diz que até o Diabo crê e treme.

A questão que me fez chegar aqui, talvez seja a mesma que motiva tantos estudiosos da raça humana, a vontade de entender o que ninguém entende, de poder explicar o que nem sempre dá pra explicar, mas faz parte do ser humano o ato de pensar, como diz o próprio Descartes: "Cogito, ergo sun" ou seja "Penso, logo existo".

E são essas ideias que se transformam em teorias, que permitem uma base, não uma teoria absoluta, mas relativa, pois quem somos? Somos muitas coisas, menos donos da verdade. E foi isso que me fez chegar até aqui e refletir sobre a hipocrisia humana.

A mesma boca que diz palavras lindas é a que cospe no rosto do próximo.

A mesma boca que parabeniza é a que julga, que descrimina.

A mesma boca que ajuda é também a que derruba.

Falamos coisas para os outros não fazerem, coisas que muitas vezes fazemos, alimentamos ditados como "Faço o que eu falo e não o que eu faço" ou usamos de meios e jeitinhos para tornar o que fazemos possível a nós e impossível aos outros, exigimos comprimento de leis que não seguimos. Fazemos verdade a frase do Antropologo Roberto da Matta: "Para os inimigos a lei, para os amigos tudo". Alimentamos a injustiça, a desigualdade, a discriminação, mas quando o teto cai na nossa cabeça, somos os primeiros a nos levantar contra, lutamos pela nossa própria vida, como se lutar pela vida das crianças, dos moradores de rua, dos necessitados, das viúvas, dos doentes, dos fracos, dos que choram, dos que sofrem, dos que perdem entes queridos, dos que morrem em acidentes automobilísticos, dos que perdem tudo em desmoramento, como se isso tudo não tivesse nada a vê com a gente, como se lutar por isso, não fosse motivo suficiente pra me fazer levantar o bumbum da poltrona, tirar meu corpinho quentinho de perto da lareira e Ajudar, e se movimentar para defender outras vidas, que querendo ou não, estão ligadas a minha, a sua, a nossa.

Pode até parecer que somos uma coisa separada, mas só parecer, porque não somos, podemos ter nossas pessoalidades, mas fazemos parte de um todo, de uma sociedade, necessitamos de outras pessoas, nada mais justo cuidar delas, para que tenhamos um mundo melhor, melhor para cada um que, querendo ou não, é parte de um NÓS.

Isso me injuria, me injuria, porque ninguém está livre disso, eu e todo mundo cometemos os mesmos erros, estamos fardados a carregar o bem e o mal dentro de nós, mas não somos fardados a aceitar os dois, nós temos escolha, TEMOS ESCOLHA, então desejo que façamos a ESCOLHA CERTA, e se por acaso tropeçar, ou cair é hora de levantar e tentar de novo, lema de brasileiro "Não desistir nunca...".

AGRADECIMENTOS: Eu quero agradecer minha tia Dulce e meu tio Mário que responderam minhas perguntas curiosas, quero também agradecer a VAN que ia nos buscar na praia, que foi desmarcada das cinco horas da tarde para as oito e meia da noite mas só chegou a meia noite e tralalá, deixando alguns irritados, outros adormecidos e muitos sonhando com os lares, mas que fez com que eu começasse a escrever o esbolço desse texto.

É difícil demais, demais agradecer quando se está irritado, com raiva, incomodado ou muito triste, muitissimo dificil... mas parece que tudo tem um propósito e um lado bom, embora haja situações em que é muito difícil de acreditar nisso.

A todos os POUCOS leitores desse humilde blog, de uma mera mortal, uma boa leitura.


2 comentários:

Dulcelaine Lucia disse...

Gostei do texto minha querida é bom ver voce esbolsando seus primeiros voôs filosoficos.
bjs

Nathi disse...

Quero dizer que sua intenção de transformar sua indignação em literatura é boa.
Espero que não tenha sido só porque pisaram no seu calo, espero que sua revolta seja constante e crescente, que dê bons frutos de luta!!!

E como você mesma disse, este esboço, seja passado a limpo, não só na forma literal se refazer o texto, mas de revivê-lo!
Beijoo