terça-feira, 24 de maio de 2011

A canção que não posso ouvir

Outra vez eu olhei nos seus olhos.
Foi por pouco tempo, mas eu me perdi.
Meu coração me disse coisas hoje que eu gostei de ouvir.
Foi a canção mais linda
Ela dizia: Abraçe-o
Mas eu não o abracei.
Ela disse: Conquiste-o
Mas eu não o conquistei.
Mesmo assim o som era docê
Como tudo que eu mais amo
Era uma orquestra, com direito a violino e flauta transversal.
Era lindo! Lindo como você, quando sorri, quando canta
Quando me encanta...
Mas a nota tá errada
Acho que não sei direito a letra.
Acho que estou desafinada...
Mas você é a minha canção perfeita.

domingo, 22 de maio de 2011

Meu amor...

"Meu amor essa última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor, cabe três vidas inteiras
Cabe uma pentiadeira
Cabe nóis dois
"
(Oração- A banda mais bonita da Cidade)


Singela a tradução de um sentimento, e muito bem feito..
Dá um clic e confira:


http://http//www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vamos cortar a árvore

Triste o que aconteceu na USP. =/


Mas isso é mais do que um reflexo da falta de segurança, vai muito além.


Vai na mesma direção da observação do Professor Carlos Dias ontem na sala de aula.


Enquanto as pessoas se preocuparem com a sua própria segurança e não com a segurança universal, haverá casos assim.


Enquanto as pessoas esperam que coisas ruins não aconteçam com elas, mas não se preocuparem com o outro e seguir como estilo da vida a linha da frase "antes ele do que eu", haverá casos como este.


Enquanto as pessoas se preocuparem com grades na janelas, câmeras de monitoramento e carros blindados e não colaborarem para diminuir esse índice de violência no mundo, haverá casos como estes.


Enquanto as pessoas pensarem VAMOS CORTAR A ÁRVORE, ao invés de tratar o mal pela raiz. Haverá casos como este... de um rapaz estudante, que foi assassinado por causa de um roubo besta, ou que seja, por causa de um ato violento, que atingiu a vida dele, mas também a sua e a minha.






No Jornal Hoje Evaristo Costa comenta com Sandra Annenberg a falta de monitoramento na entrada e saída das pessoas da USP e acrescenta que qualquer pessoa pode entrar e sair. Sandra Annenberg pontua: "E tem que ser assim".




Exatamente!!!

Queremos o direito de ir e vir, de andar pelas ruas de dia e de noite sem temer e sem ser considerado uma possível ameaça.

Vivemos apavorados, porque não sabemos da onde vem o perigo. Isso é triste! Proteção? Segurança?

"As grades do condomínio são pra trazer proteção, mas também trazem a dúvida se é você que está nessa prisão..."♪ (Rapa)




quarta-feira, 27 de abril de 2011

Um imenso suspiro

Com o tempo aprende-se que.... Hum! Não Não, deixa eu tentar de novo... Metade de mim é amor e a outra metade... Opa! Também não! De tudo ao meu amor serei atento... Ok! Vamos tentar não plagiar esses grandes escritores e me contentar com a fascinação de poder ser tão boa quanto eles um dia, pelo menos não custa nada sonhar, de sonhar ninguém se cansa... Vamos começar de novo.

Ah! A vida... que não passa de um sopro que deu fôlego e que transformou um ser inanimado em um ser pensante capaz de criar e transformar as coisas com sua incrível disposição.

Nada mais é a vida do que o estalo do beijo na bochecha, um abraço de supetão, a satisfação de um obejtivo alcançado, um elogio inesperado, o brilho nos olhos do sonho concretizado, a competência de que você tem para assumir determinado cargo.

Nada mais do que um beijo de namorado, um sim harmonizado, um filme engraçado, um livro inteligente, um desejo realizado e aquela voz tão adorável.

A mão que segura a tua, o braço por cima do ombro, o apoio, um empurrãozinho, um bom amigo, companheirismo.

A vida é nada mais, nada menos do que a quem você tem ao lado, opa! Isso aí já soou como plágio. Mas enfim! É vida também sentir, e chorar, e doer, e gritar, é se encher de perguntas e não obter nenhuma resposta. E achar as respostas e mudar as perguntas. A vida é assim, um olho que chora o outro que ri.

E se já escutou todas essas coisas ou as leu em outro lugar, estas palavras não são plagiadas, são também suas, porque isso também faz parte da vida, o compartilhamento de ideias. E isso, exatamente isso que nos trouxe até aqui, e que nos jogou na Internet.

Mas a vida com suas características intrínsecas como o barulhinho da chuva na telha, o som do pássaro na janela, o silêncio da biblioteca, a música agitada ou a mais calma, o cheiro do livro ou da roupa nova, o som da risada favorita. É imensa e ao mesmo tempo pequenina em si. Cabe no coração, cabe na palma de uma mão, mas não se consegue abraçá-la toda, apenas em partes.

E a gente chora em despedidas, sente doer a partida, lamenta não poder controlar todas as coisas, entende mais ou menos, mas teima por dentro. Se tortura com a angustia e clama por mais um tempinho ou aceita firme e com segurança que todo mundo tem a sua hora de partir.

E a vida é assim como uma linda folha verde, que por hora esta alí, mas vem o vento e diz que já está na hora de ela ir...E ela obedece e vai.



Dedicatória: Faz um tempo que meus textos precisam ser melhorados, eles andam sempre meio quebrados. Mas aos poucos eu chego lá, o importante é não deixar de caminhar. Quero dedicar estes meus rabiscos a quem acredita em mim. Quero dedicar a um Deus que me deu essa capacidade de juntar palavras, ainda que de forma meio desengonçada. E por último e não menos importante, quero dedicar a Marina, que está há algum tempo enfrentando uma batalha difícil entre ficar e partir. Que Deus esteja na direção, talvez ela jamais saiba que eu pensei nela quando comecei a escrever, mas, de algum jeito isso vai estar sempre registrado...E eu desejo muita força pra ela e espero que mais uma vez ela surpreenda os médicos, mas que seja feita a vontade de Deus.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Os meus próprios vícios

Aquilo que me mata

Não é o que mata o resto da humanidade.


Aquilo que me atinge


Não é o que atinge aos demais.


Aquilo que me sufoca,


Não se exprime apenas em uma nota


Nem suave, nem pesada.


Não sou igual, sou diferente


Diferente, igual a todo mundo.


Se é que vocês me entendem?


Não sou compositora,


Nem instrumentista,


Embora, confesso


O quanto eu gostaria


Aquilo que eu sonho


Me soa tão belo quanto poesia,


Mas os meus pesadelos


Estão expostos durante o dia.


Abro mão das minhas hipocrisias,


Mas elas estão em mim embutidas.


E os meus monstros de todo dia,


Nem todos foram vencidos pelo super-ego.


Ora, eu sei que isso não rima!!!


Mas há um misto de sonho e fantasia,


De realidade e verdade,


Tudo faz parte


Da história que compomos.


Tudo faz parte das páginas da vida.


Os erros que abomino,


Os medos que escondo,


Os fracassos,


E as feridas em mim expostas.


Tudo me fortalece


Ainda que para isso


Tenho que me enfraquecer


De forma que eu saiba quais são os meus limites.


De forma que para aprender a viver


Eu precise morrer:


Com aquilo que me mata,


Com aquilo que me diminui,


Com aquilo que abomino.


Com os meus pré conceitos


Com aquilo que me afasta.


E meu modo de enxergar a vida.




De modo que eu diminuia, e Ele, Cristo, o cabeça, cresça, para que eu também possa crescer junto.