quarta-feira, 22 de junho de 2011

Um exercício

Inspirado pela primeira parte do filme: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain...Com vocês, uma parte de mim:




Eu gosto de desenhos japoneses, gosto de andar na guia da calçada, gosto de ver as cores do céu pela janela do quarto. Gosto de caminhar ouvindo música, mas não gosto de dormir ouvindo música. Eu gosto de cantarolar no chuveiro, gosto de filmes românticos. Gosto de simular que toco algum instrumento, gosto de dançar quando ninguém está me vendo. Eu gosto de música de criança, eu gosto do som do riso de criança. Eu gosto quando estou feliz sem entender bem o motivo, mas não gosto quando fico triste sem saber o porque. Eu gosto da sensação de ser útil, gosto quando recebo um abraço espontâneo e gosto da sensação de enrubescer na presença dele... mas também não gosto disso. Não gosto de não saber o que fazer, não gosto de me sentir de mãos atadas, não gosto de pensar nas limitações físicas das pessoas, pois sinto vontade de tomá-las todas para mim, mais sei que não aguento. Eu gosto de estar com os amigos, de jogos de tabuleiro e de cantar, cantar e cantar.


Acho interessante que na Abertura do filme, ao apresentar cada personagem, o narrado faz uma consideração do que esse personagem gosta e do que não gosta...Acho que o que gostamos e o que não gostamos revela bastante dos nossos traços. Portanto, agora é sua vez...Comente sobre algo que gosta e que não gosta, vou GOSTAR muito disso, pode ser da sua maneira, uma frase, um paragrafo, sério ou engraçado...O divertido da brincadeira é você pensar em coisas pequenas que você gosta.


Vamos lá! Sua vez!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Aprendi que...

Aprendi que...

Eu sei que essa frase, remete aquela maravilhosa poesia que fala, com o tempo você aprende que... Mas aprendi que, eu tenho essa liberdade de escrever coisas sob a minha otíca. Então lá vai:


Eu aprendi que... crescer é mais do que ficar maior ou menor. Crescer tem a ver com escolhas, com decisões, certas ou não. Crescer tem a ver com aprender, e muito a ver com viver.

Eu aprendi que... As vezes você diz coisas de coração, sem pensar, para pessoas que precisam ouvir. E sua mensagem cai como uma luva na hora certa.

Eu aprendi que... Você tem o direito de discordar de outras opiniões, mas você não deve nunca perder a linha e o respeito por outrem. Minha liberdade termina quando a do outro começa.

Eu aprendi que... quando olhar para o passado, olhará sempre com um sorriso no rosto, com gosto de uma lembrança boa, porque sempre dizemos que o passado era o melhor lugar pra se estar, mas não era, apenas lembramos da parte boa do passado, mas o melhor lugar para se estar, é o presente. E aprender olhar pro presente com a mesma ternura que olhar pro passado, é valorizar o hoje, antes que ele se torne ontem.

Eu aprendi que... é importante ouvir, mesmo que você não goste do que escuta. E é importante também ouvir o que se diz, pra se ter certeza que não está dizendo nenhuma bobagem.

Eu aprendi que...perdoar é difícil, mas que quando não perdoamos, e perdoar não significa apenas dizer que perdoa, mas viver o perdão, quando não fazemos isso, matamos alguém. Porque existem várias formas de matar.

Eu aprendi que... que as vezes os nossos medos nos assustam, mas que tudo que existe dentro ou fora de nós, só tem o tamanho e a força que nós damos a eles ou que permitimos que eles tenham.

Eu aprendi que... aquela palavra dura, sincera e verdadeira, quase sempre vem de pessoas que se importam com você, e que torcem para que você cresça.

Eu aprendi que... existem pessoas especiais pra você, que não sabem disso e que existem outras pessoas que sempre serão lembradas com muito respeito e ternura.

Eu aprendi que... estar perto de quem se gosta, de quem te faz bem e poder fazer bem na mesma medida para essas pessoas, é uma das coisas mais deliciosas da vida.

Eu aprendi que...os motivos errados que te levam e te mantém em algum lugar, são prejudiciais para você mesmo, pois não te permitem ser, viver, presenciar e abstrair o que tem de melhor ali, mas aprendi também que os motivos errados que te afastam de estar em lugar bom, pode também te abster de aprender mais, conhecer mais e vivenciar coisas que você nem imaginava.

Eu aprendi que...e lembro de ter lido num livro, que as vezes estamos tão longe, tão perdidos, que demoramos pra perceber que estamos muito longe do caminho certo e nos desviamos muito do nosso propósito.

Eu aprendi que... a gente aprende com os erros, com as pessoas, com professores, com crianças, com os amigos, com os pais, com a família, com os animais, com os livros, com a bíblia, com os escritos, com as atitudes, com tudo, basta que a gente olhe atentamente e estejamos prontos para escutar.

Por enquanto é isso!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Notas de uma composição

Dorme em meus braços
Como um anjo tranquilo
Repousa com um leve sorriso
Minha esperança se encontra
no seu brilho
Faço de mim seu abrigo
Solto tudo que nos machuca
Largo tudo que nos prejudica
Sigo sempre com você em meu caminho
Independente das lutas.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Palavras soltas

A alma poética, pondera.
Escreve na letra, a espera
O retrato daquilo que esta encravado
Na pele, na alma, de um ser
Que sente, que ama, que vê.

E se as palavras não fazem caber
Aquilo que com elas não se consegue dizer
Ao silêncio, aos gestos, aos olhos
Fica a deixa,
De tentar...
Traduzir aquilo que em palavras
Não se consegue falar.

sábado, 28 de maio de 2011

Amor?


Imagem tirada do Google



Quando eu penso em escrever, o texto borbulha na minha cabeça, faz barulho, segue uma linha...Então, depois de pensar, eu não encontrei nenhum título bom que não fosse meio plágio de outras ideias.

Hoje cedo, vi um vídeo intitulado Crônicas Digitais: Amar é Punk, gostei, talvez seja este um dos pontos responsáveis por eu estar aqui escrevendo. Pensei em colocar no título Amar é Rock' in Roll, ou então Amar é Bolsa Nova, ou MPB, Amar é uma Orquestra Sinfônica, ou Amar é aquele sabor que mais se gosta. Eu sei que desviaria um pouco do punk e da mensagem que a dona da crônica queria passar. Mas é que quando jovens temos a magia no olhar de acreditar que amar é como a coisa que mais se gosta, como sua música favorita. Talvez não apenas quando jovens... Afinal músicos abusam dessa imagem poética do amor...

Ana Carolina canta: "Eu não vou gostar de você porque sua cara é bonita, o amor é mais que isso, amor talvez seja uma música que até gostei e botei numa fita".

Mas como vocês devem ter percebido...meu titulo não foi nenhum desses. Mas não escapou do plágio, me lembrei do filme que saiu a pouco tempo, que não vi, mas parece ser interessante, por questionar se algumas coisas que chamamos de amor realmente são amor. Segui essa mesma linha, mas corro sérios riscos de me desviar, porque estou apenas jogando as ideias. Mas depois dessa introdução um pouco extensa vamos para o assunto:


Amor?

Em alguma época da minha vida, aconteceu uma coisa que me marcou. Não foi meus 15 anos, nem meu primeiro beijo, embora a essas coisas também cabe a importância delas. Foi algo que me fez ser quem eu sou, achem bonito, estranho, bobagem ou não. Acontece que eu estava no ginásio e minha mãe preocupada, me fez um pedido, o qual ela julgava importante. Não ficar, ela pediu, eu nem me lembro o resto das palavras, mas aquilo ficou marcado, e por todo respeito do mundo que tenho a ela eu agarrei a isso como um objetivo da minha vida. Parece besteira! Mas, assim sinto que estou honrando a ela e nem sinto que isso seja um sacrifício. Pelo contrário.
Mas o que isso tem haver com a sua vida? Com a vida de outras garotas? Sabe que eu não sei, algumas pessoas desenham, e são boas nisso, e com desenho delas, com a arte delas elas expressam alguma coisa. Algumas pessoas cômpoe músicas, e também expressam sentimentos, ideias nelas. Eu escrevo, apenas escrevo e transformo pensamentos em textos. Na tentativa não de fazer um auto retrato meu, mas de que alguma palavra aqui, faça algum sentido aí, pra você que eu conheço e pra você que eu não conheço. Não posso prometer respostas certas ou erradas. Não sei se nesse caso existe diferença, talvez sejam apenas respostas.
Conversando com alguém eu disse:

Acho que na vida a gente se apaixona diversas vezes, poucas vezes viram amor, mas viram... e nem todas duram.. Algumas são experiências lindas, com pessoas que nos fazem muito bem...mas acaba. Acaba porque era uma etapa da vida a ser cumprida, para preparar para outra.








Todas as pessoas terão suas diversas experiências para contar, para se lembrar, para crescer, para amadurecer. É um processo da vida. Eu já gostei por gostar, eu já gostei sem que a pessoas gostasse de mim, na verdade isso acontece muito, e já gostei e gostaram de mim, já gostaram de mim e eu não pude retribuir. Mas isso não é amor, isso é apenas um processo, e devemos aproveitar essas etapas da vida, da melhor maneira que considerarmos. Porque um dia as coisas vão mudar, as ideias que fazíamos das coisas irão mudar, as coisas que valorizávamos antes, vão mudar, outras vão ser sempre iguais. Você pode gostar de caras que cantam bem, mas se aparecer um outro cara que te cative, você vai conseguir abrir mão disso, outras coisas serão muito mais difíceis de abrir mão. Você vai aprender que as diferenças agregam, mas que existirão dificuldades também. Você vai começar a valorizar coisas na pessoa que você nem imaginava que era importante. Mas vai ter momentos punk, e outros que você vai se sentir bem porque sabe, vai poder acreditar que nos bons e nos maus momentos aquela pessoa vai estar alí, pronta pra segurar sua mão, pra te abraçar, pra cuidar de você. Você vai entender que precisa cuidar dela também. Bem na verdade tem tanta coisa que ainda vai acontecer, e não vai ser exatamente como foi da primeira vez, da segunda, da terceira, será diferente. Talvez será quando você menos esperava, talvez você não perceba de cara, talvez seja apenas amizade, agora, talvez vocês se casem, talvez seja apenas mais uma experiência para se guardar, não qualquer experiência, mas uma outra, daquelas significativas, que marcam a vida. Não haverá só você e ele no mundo, haverá tantas outras coisas, contas pra pagar, filhos pra cuidar, trabalho, pressão do chefe, saudade, dor... e algumas coisas vão querer te empurrar pra amargura, outras vão te lembrar de sorrir. E a vida vai ser sempre escolhas, você vai ter que decidir. Decidir se vai brigar ou se acertar, se vai reclamar ou tentar melhorar. Será sua vez de pintar as coisas, mas não simplesmente da maneira que você quer, mas com as tintas que te foram dadas, aqui.









Enfim...